KEIRETSU é um termo japonês que designa um aglomerado ou rede de empresas que desenvolvem negócios entre si com interesses econômicos.
Estes grupos empresariais são caracterizados por uma complexa teia de relações entre empresas pertencentes aos mais variados setores de atividade e possuem vínculos sociais e histórias de relacionamentos de longo prazo. Uma outra importante característica do Keiretsu é o fato das relações entre os seus membros estarem claramente definidas numa escala hierárquica, existindo no topo uma empresa líder que apenas se relaciona com um conjunto de empresas que ocupam o segundo nível; estas últimas apenas se relacionam com as empresas de terceiro nível e assim sucessivamente.
Apesar de o Keiretsu ter sua origem após a 2ª guerra mundial, suas praticas e ensinamentos ainda estão presentes no Japão e no mundo, estima-se que os Keiretsus são responsáveis por aproximadamente 25% de todas as transações de vendas realizadas na economia japonesa. O sucesso da empresa japonesa, sobretudo a partir dos anos 70, e às crescentes dificuldades das empresas ocidentais para competir naquele mesmo período, levou as empresas ocidentais a reagirem a partir do início da década de 80: tal reação se manifestava pela busca de novos mecanismos de gestão. Começam a emergir a gestão participativa, a gestão empreendedora e também nos últimos anos procuraram desenvolver estratégia de se fazer negócios semelhante aos keiretsus, entre elas podemos citar as americanas IBM, General Motors, Chrysler e Ford, a inglesa Virgin Group e a indiana Tata Group. Busca-se, nessas empresas, a verticalização, através da formação de alianças com seus fornecedores, e a horizontalização, mediante parcerias com universidades e centros de pesquisa.
A descrição do keiretsu da Toshiba ajuda a ilustrar a dimensão e importância destes conceitos nas organizações:
”A Toshiba é uma grande fabricante de equipamentos eletro-eletrônicos, comercializando tudo, desde circuitos integrados, turbinas para geração de energia e satélites de comunicação espacial, até torradeiras e fornos microondas. A despeito da diversidade de sua linha de produtos, a Toshiba é uma empresa relativamente pequena pelos padrões americanos: emprega 70.000 pessoas, consideravelmente menos do que as 300.000 da General Electric.
A Toshiba tem, porém, outras fontes de energia para compensar esta aparente desvantagem em termos de tamanho. De suas 27 fábricas no Japão, pelo menos metade delas são focalizadas. A Toshiba tem vínculos com mais do que 600 companhias subsidiárias e afiliadas, sendo que, em cerca de 100 delas, a Toshiba tem participação acionária. Existem 53 core companies profundamente relacionadas com a Toshiba e talvez outras 50 com as quais a Toshiba mantém relações direta ou indiretamente, em função de negócios de suas afiliadas e subsidiárias. Não obstante o grande número de companhias direta ou indiretamente relacionadas, o Escritório de Companhias da Toshiba, em outubro de 1990, empregava 18 pessoas, o que atesta a autonomia e independência operacional das afiliadas e subsidiárias.” (Fruin, 1992, pág. 118, apud Fleury & Fleury, 1995, págs. 103-104).
Porém, o sucesso das empresas ocidentais não se resume simplesmente na adoção do keiretsu como forma de se manterem competitivas, antes de tudo foi necessária a consolidação de três valores principais na cultura japonesa: A pátria, a família e o trabalho.
O conceito de “pátria” está ligado ao nacionalismo fervoroso do povo japonês: Cada cidadão é parte de um povo, de uma nação. A sua vida só tem razão de ser quando está ligado aos destinos da pátria. Exemplos deste valor cultural são os guerreiros samurais e os kamikazes.
O conceito de “família” é decorrente do primeiro valor: a pátria só será permanente através da família. O conceito é milenar e atravessa toda a história do povo japonês através dos “clãs”, que eram a base da pátria. Na família japonesa, cada pessoa tem um papel determinado e há expectativa, por parte de outros familiares e da própria sociedade, que cada um cumpra seu papel.
O terceiro valor cultural – o trabalho – é aquele que liga os dois primeiros valores – pátria e família – dando base ao modelo gerencial japonês. Se a família é que vai garantir a perenidade da pátria, o trabalho é o que sustentará economicamente a família. E na economia industrial o trabalho passou a ser exercido predominantemente nas empresas. Daí, trabalho e empresa passam a fazer parte do mesmo valor cultural.




Um dia antes da decepcionante eliminação do Brasil frente a Holanda na copa do mundo de 2010 em Porto Elizabeth, do outro lado do Atlantico, no Brasil, mais precisamente na Pérola do Atlântico, acontecia o 2º Simpósio Internacional de Educação do Guarujá.










